
Seminário defende atuação conjunta entre indústria e pequenos negócios para impulsionar o desenvolvimento
O acesso ao crédito e a melhora na competitividade, na produtividade e no ambiente de negócios estão entre os desafios que podem ser superados com a atuação conjunta entre indústrias e pequenos negócios para impulsionar o desenvolvimento do país. A proposta foi defendida pelo presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, nesta quarta-feira (23), em Brasília, durante o 10º Seminário Pense nas Pequenas Primeiro, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Sebrae. Dados do Sebrae com base em registros da Receita Federal mostram que, em julho deste ano, os 24,6 milhões de pequenos negócios representavam 93% das empresas do país.
“É muito importante essa construção conjunta pensando nas micro e pequenas brasileiras para podermos avançar na nossa economia. Estamos diante de um desafio de tornar o Brasil realmente em um país desenvolvido. Somos uma nação empreendedora, com cerca de 80 milhões de pessoas que estão no mercado ou desejam empreender”, afirmou Rodrigo Soares, acompanhado pelo diretor-técnico do Sebrae, Bruno Quick, e pela diretora de Administração e Finanças, Margarete Coelho.
Durante o evento, Soares destacou os avanços do setor nos últimos 20 anos, com a sanção da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas (Lei Complementar 123/2006), que também possibilitou a criação da figura do Microempreendedor Individual (MEI). “A nossa luta é para simplificar cada vez mais o ambiente de negócio para que esses milhões de empreendedores possam exercer seu ofício”, disse, acrescentando que, somente neste ano, quase 4 milhões de pequenos negócios já foram abertos. Ele reforçou ainda o trabalho conjunto com a CNI por meio da ação Juntos pela Indústria e da estratégia Nova Indústria Brasil (NIB): “Queremos avançar cada vez mais nessa agenda com a CNI. É uma atuação integrada para ampliar a competitividade, crédito, ambiente de negócios e os mecanismos de simplificação e apoio ao empreendedorismo. Fazer com que a indústria, que corresponde a 23% do Produto Interno Bruto (PIB), possa contribuir cada vez mais para um país desenvolvido”.
Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o seminário é uma forma de fortalecer o encadeamento produtivo das empresas brasileiras: “O sucesso se passa pela competitividade e complementariedade. Esse seminário se insere na percepção de valor que as MPE precisam e merecem ter”. Segundo ele, “se uma pequena ou média empresa não se adequa, não busca qualificação, competitividade e produtividade, é muito mais difícil competir”.
Prioridades
O ministro do Empreendedorismo e das Micro e Pequenas Empresas, Paulo Pereira, defendeu que os próximos anos precisam marcar o aprimoramento dos arranjos de produtividade e uma reforma do Simples Nacional que corrija transições e processos distorcidos: “Não podemos punir a empresa que cresce”. Ele também destacou a necessidade de investir no mercado de exportação para as micro e pequenas empresas e de reforçar as compras públicas para ampliar o crescimento do setor: “Precisamos acoplar um pouco mais essas oportunidades juntos às médias e grandes empresas”.
Durante a cerimônia de abertura, o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Memp), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a CNI firmaram um compromisso de cooperação para harmonizar procedimentos regulatórios de vigilância sanitária e agilizar os processos de autorização de funcionamento de micro e pequenas empresas.
Fonte: Com informações de Agência Sebrae

